• A queda da interpretação: fundamentos filosóficos para uma hermenêutica criacional

    James K. A. Smith

    Thomas Nelson Brasil

    "No princípio é a hermenêutica." – Jacques Derrida Vários filósofos do século passado tiveram como foco o problema da hermenêutica; um interesse também partilhado pelos teólogos, os quais buscam interpretar os textos bíblicos. Como os críticos pós-modernos desafiaram a possibilidade de compreender quaisquer textos, a questão de como contestar tornou-se crítica. Entre uma miríade de abordagens à hermenêutica, tanto os teóricos seculares quanto os cristãos frequentemente assumiram a mesma coisa: que a necessidade de interpretação é lamentável, escandalosa e até mesmo caída. Em um mundo ideal, não haveria necessidade de interpretação, já que a comunicação seria imediata, instantânea e sem falhas. Em A queda da interpretação, James K. A. Smith examina a discussão hermenêutica contemporânea identificando três modelos e como eles lidam com esse problema: • imediação presente: o problema da interpretação é algo que podemos superar aqui e agora; • imediação escatológica: o problema da interpretação será resolvido, mas só no fim dos tempos; • mediação violenta: o problema da interpretação nunca será superado. Partindo dessa análise, Smith recorre a Agostinho de Hipona para propor o modelo "criacional-pneumático", o qual trata a hermenêutica não como uma consequência da Queda, mas, sim, como proveniente da criação. Dessa forma, o problema da interpretação não é algo a ser superado, pois é uma afirmação da pluralidade — característica inerente à boa criação de Deus. Nas palavras do autor, este livro é uma "interpretação da interpretação" e deve resultar em um "respeito pela diferença como uma dádiva de um Deus criador que ama a diferença e que ama de maneira diferentes".
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    Páginas 304
    Peso do arquivo 2.29MB
    Ano da publicação 2021
    Tradutor(a) Valéria Lamim

    Sinopse

    "No princípio é a hermenêutica." – Jacques Derrida Vários filósofos do século passado tiveram como foco o problema da hermenêutica; um interesse também partilhado pelos teólogos, os quais buscam interpretar os textos bíblicos. Como os críticos pós-modernos desafiaram a possibilidade de compreender quaisquer textos, a questão de como contestar tornou-se crítica. Entre uma miríade de abordagens à hermenêutica, tanto os teóricos seculares quanto os cristãos frequentemente assumiram a mesma coisa: que a necessidade de interpretação é lamentável, escandalosa e até mesmo caída. Em um mundo ideal, não haveria necessidade de interpretação, já que a comunicação seria imediata, instantânea e sem falhas. Em A queda da interpretação, James K. A. Smith examina a discussão hermenêutica contemporânea identificando três modelos e como eles lidam com esse problema: • imediação presente: o problema da interpretação é algo que podemos superar aqui e agora; • imediação escatológica: o problema da interpretação será resolvido, mas só no fim dos tempos; • mediação violenta: o problema da interpretação nunca será superado. Partindo dessa análise, Smith recorre a Agostinho de Hipona para propor o modelo "criacional-pneumático", o qual trata a hermenêutica não como uma consequência da Queda, mas, sim, como proveniente da criação. Dessa forma, o problema da interpretação não é algo a ser superado, pois é uma afirmação da pluralidade — característica inerente à boa criação de Deus. Nas palavras do autor, este livro é uma "interpretação da interpretação" e deve resultar em um "respeito pela diferença como uma dádiva de um Deus criador que ama a diferença e que ama de maneira diferentes".

    Ficha técnica

    • Autor(a) James K. A. Smith
    • Tradutor(a) Valéria Lamim
    • Gênero Filosofia e Ética
    • Editora Thomas Nelson Brasil
    • Páginas 304
    • Ano 2021
    • Edição
    • Idioma Português
    • ISBN 9786556892023
    • Peso do arquivo 2.29MB