• A Religiosidade Negra em uma Sociedade Estruturalmente Racista: a liberdade de fé dos povos tradicionais de terreiro

    Priscila Ceccatto de Cantuária

    Editora Dialética

    Os direitos constitucionais à Liberdade de Fé e Livre Exercício de Culto são efetivos quando a fé possui raiz negra? Talvez o fato do maior acervo de arte sacra afrorreligiosa desse país ter pertencido ao museu da polícia civil do Rio de Janeiro até o presente, nos diga algo a respeito. Terreiros queimados, filhos de santo agredidos, sacerdotes desrespeitados, projetos de lei que visam criminalizar práticas de culto, autoridades judiciais arraigadas a um modelo exclusivo (e judaico-cristão) de fé, compõem um ciclo de perseguição atualmente protagonizado pelos discursos de ódio promovidos e incentivados por parcela significativa das confissões evangélicas do Brasil. Ser filho de Orixá numa sociedade que colocou em prática políticas de branqueamento físico e cultural, é do que trata o espírito dessa obra, em que a autora Priscila Cantuária examina duas realidades bem brasileiras: o racismo e a violência contra as religiões de matriz africana. Séculos de colonização, de escravização e de formulação de políticas públicas eugenistas, fundamentados de Aristóteles a Nina Rodrigues, são colocados diante de nós pelo texto da autora, que nos ajuda a compreender quem realmente somos enquanto nação e de que forma quem somos afeta violentamente a experiência religiosa dos povos tradicionais de terreiro do Brasil.
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    Páginas 144
    Peso do arquivo 1.47MB
    Ano da publicação 2021
    Tradutor(a)

    Sinopse

    Os direitos constitucionais à Liberdade de Fé e Livre Exercício de Culto são efetivos quando a fé possui raiz negra? Talvez o fato do maior acervo de arte sacra afrorreligiosa desse país ter pertencido ao museu da polícia civil do Rio de Janeiro até o presente, nos diga algo a respeito. Terreiros queimados, filhos de santo agredidos, sacerdotes desrespeitados, projetos de lei que visam criminalizar práticas de culto, autoridades judiciais arraigadas a um modelo exclusivo (e judaico-cristão) de fé, compõem um ciclo de perseguição atualmente protagonizado pelos discursos de ódio promovidos e incentivados por parcela significativa das confissões evangélicas do Brasil. Ser filho de Orixá numa sociedade que colocou em prática políticas de branqueamento físico e cultural, é do que trata o espírito dessa obra, em que a autora Priscila Cantuária examina duas realidades bem brasileiras: o racismo e a violência contra as religiões de matriz africana. Séculos de colonização, de escravização e de formulação de políticas públicas eugenistas, fundamentados de Aristóteles a Nina Rodrigues, são colocados diante de nós pelo texto da autora, que nos ajuda a compreender quem realmente somos enquanto nação e de que forma quem somos afeta violentamente a experiência religiosa dos povos tradicionais de terreiro do Brasil.
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    Ficha técnica

    • Autor(a) Priscila Ceccatto de Cantuária
    • Tradutor(a)
    • Gênero Sociologia
    • Editora Editora Dialética
    • Páginas 144
    • Ano 2021
    • Edição
    • Idioma Português
    • ISBN 9786558772514
    • Peso do arquivo 1.47MB