• Mitologia, loucura e riso

    Slavoj Žižek, Markus Gabriel

    Civilização Brasileira

    A partir de Kant, a filosofia se vê diante da seguinte questão: como falar do mundo sem recair numa metafísica dogmática ou pré-crítica? Essa é a tarefa realizada pelo idealismo pós-kantiano, analisada na presente obra em três densos ensaios pelos filósofos contemporâneos Markus Gabriel e Slavoj Žižek.

    Cada um a seu modo, Hegel, Fichte e Schelling elaboram uma ontologia centrada na finitude e na reflexão, na qual a subjetividade ocupa um lugar central. Aqui, a incompletude não reside nos limites do conhecimento, mas no próprio tecido do real. Mitologia, loucura e riso são três marcas dessa finitude.

    A mitologia não representa algo que escapa à razão ou ao pensamento conceitual, mas é sua condição de possibilidade; a loucura não é um acidente ou doença do espírito humano, mas algo inscrito em sua constituição ontológica. Esta lacuna constitutiva explica o caráter peculiar do riso de Fichte: em vez do "homem comum" que ri das extravagâncias e abstrações do pensamento filosófico, aqui é o próprio filósofo que ri dos pressupostos que fundam o realismo de senso comum.

    Se a filosofia kantiana deu à epistemologia um lugar central, o pensamento de Hegel, Schelling e Fichte faz a passagem para uma nova ontologia. O retorno ao idealismo pós-kantiano realizado por Gabriel e Žižek baseia-se na aposta de que as questões suscitadas continuam ativas no pensamento contemporâneo.

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    Páginas 304
    Peso do arquivo 1.05MB
    Ano da publicação 2020
    Tradutor(a)

    Sinopse

    A partir de Kant, a filosofia se vê diante da seguinte questão: como falar do mundo sem recair numa metafísica dogmática ou pré-crítica? Essa é a tarefa realizada pelo idealismo pós-kantiano, analisada na presente obra em três densos ensaios pelos filósofos contemporâneos Markus Gabriel e Slavoj Žižek.

    Cada um a seu modo, Hegel, Fichte e Schelling elaboram uma ontologia centrada na finitude e na reflexão, na qual a subjetividade ocupa um lugar central. Aqui, a incompletude não reside nos limites do conhecimento, mas no próprio tecido do real. Mitologia, loucura e riso são três marcas dessa finitude.

    A mitologia não representa algo que escapa à razão ou ao pensamento conceitual, mas é sua condição de possibilidade; a loucura não é um acidente ou doença do espírito humano, mas algo inscrito em sua constituição ontológica. Esta lacuna constitutiva explica o caráter peculiar do riso de Fichte: em vez do "homem comum" que ri das extravagâncias e abstrações do pensamento filosófico, aqui é o próprio filósofo que ri dos pressupostos que fundam o realismo de senso comum.

    Se a filosofia kantiana deu à epistemologia um lugar central, o pensamento de Hegel, Schelling e Fichte faz a passagem para uma nova ontologia. O retorno ao idealismo pós-kantiano realizado por Gabriel e Žižek baseia-se na aposta de que as questões suscitadas continuam ativas no pensamento contemporâneo.

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    Ficha técnica

    • Autor(a) Slavoj Žižek, Markus Gabriel
    • Tradutor(a)
    • Gênero Filosofia e Ética
    • Editora Civilização Brasileira
    • Páginas 304
    • Ano 2020
    • Edição
    • Idioma Português
    • ISBN 9788520014196
    • Peso do arquivo 1.05MB