• O abatedouro (L' Assommoir)

    Émile Zola

    EDUEL

    (...) ela ficou curiosa para ver, no fundo, atrás da divisória de carvalho, o grande alambique de cobre avermelhado, que funcionava sob a telha de vidro claro do pequeno pátio; o funileiro, que a tinha seguido, explicou-lhe como aquilo funcionava, indicando com o dedo as diferentes peças do aparelho, mostrando a enorme cucúrbita de onde caía um filete límpido de álcool. O alambique, com seus recipientes de forma estranha, suas espirais e tubos sem fim, tinha um aspecto sombrio, nenhum vapor lhe escapava; mal se ouvia um alento interior, um ressonar subterrâneo; era como se uma tarefa da noite fosse realizada em pleno dia, por um trabalhador taciturno, vigoroso e mudo. (…) O alambique, surdamente, sem uma chama, sem uma alegria nos reflexos apagados de seus cobres, prosseguia, deixava correr seu suor de álcool, semelhante a uma fonte lenta e obstinada que ao longo do tempo devia invadir a sala, se espraiar pelos bulevares exteriores, inundar o buraco imenso de Paris.
    Ler mais Ler menos
    Pré-venda
    Este livro será lançado em
    Oba, você já comprou esse livro! Acesse o App e aproveite a leitura 😁
    Você já possui este livro através da parceria Skeelo + {partner} Acesse o App e aproveite a leitura 😁
    Páginas 468
    Peso do arquivo 4.43MB
    Ano da publicação 2019
    Tradutor(a) Dilson Ferreira da Cruz

    Sinopse

    (...) ela ficou curiosa para ver, no fundo, atrás da divisória de carvalho, o grande alambique de cobre avermelhado, que funcionava sob a telha de vidro claro do pequeno pátio; o funileiro, que a tinha seguido, explicou-lhe como aquilo funcionava, indicando com o dedo as diferentes peças do aparelho, mostrando a enorme cucúrbita de onde caía um filete límpido de álcool. O alambique, com seus recipientes de forma estranha, suas espirais e tubos sem fim, tinha um aspecto sombrio, nenhum vapor lhe escapava; mal se ouvia um alento interior, um ressonar subterrâneo; era como se uma tarefa da noite fosse realizada em pleno dia, por um trabalhador taciturno, vigoroso e mudo. (…) O alambique, surdamente, sem uma chama, sem uma alegria nos reflexos apagados de seus cobres, prosseguia, deixava correr seu suor de álcool, semelhante a uma fonte lenta e obstinada que ao longo do tempo devia invadir a sala, se espraiar pelos bulevares exteriores, inundar o buraco imenso de Paris.
    Ler mais Ler menos

    Ficha técnica

    • Autor(a) Émile Zola
    • Tradutor(a) Dilson Ferreira da Cruz
    • Gênero Literatura Mundial
    • Editora EDUEL
    • Páginas 468
    • Ano 2019
    • Edição
    • Idioma Português
    • ISBN 9788530200411
    • Peso do arquivo 4.43MB